Aquele da tirania incoseqüente...
[ouvindo Garbage - Dumb]
"You still don't know what you think of me..."
grupo de 300 homens contra a empreitada expansionista persa, personificada pela tirania de Xerxes. O filme 300 (300, EUA, 2007) se destaca também pela mesma bravura: um baixo orçamento, elenco mediano (Rodrigo Santoro também) e recursos de locação limitados. Tudo isso contra uma indústria estagnada e saturada de historias épicas sobre heróis de carne e osso (e muito músculo).
Diferente do exercito arrogante e inconseqüente (porém estratégico) de Leônidas, o filme de Zack Snyder (veja o trailler aqui) prevalece sobre a tirania hollywoodiana porque cresceu em consistência. A historia dramatizada pela visão sanguinolenta de Frank Miller garantiu a 300 a densidade (pelo menos gráfica) que falta a qualquer peleja da antiguidade.
Afora a proposta de progresso visual e técnico que oferece, 300 em nada difere dos outros roteiros: o rei destemido, a rainha forte, o político corrupto, a morte antevista através de campos lúdicos de conforto tentados, e por ai vai. Adicione ai nesse caldeirão: o antagonista gay, o proscrito traído e mais sangue que o comum e você terá 300. Cru, visceral, tarantinista, clichê, inovador e clássico.









