quinta-feira, maio 24, 2007

Aquele do cartaz auto-explicativo (parte II)...

[ouvindo Melanie C - If That Were Me]
Some turn away so they don't see...

Ainda me surpreendo com a esperança contínua que alguns depositam nos outros.
O local do cartaz? Av Brasil, próximo a Pça da Liberdade.
Se você for a pessoa procurada, nos ajude.

domingo, maio 13, 2007

Aquele da versão da Xuxa...

[ouvindo Krystal - Supergirl]
"And I'm here to save the world..."

O terceiro disco de um artista é o marco que define as manifestações recebidas pelo resto de sua carreira. Enquanto o debut serve de abertura de portas, o segundo pavimenta o caminho da porta pra fora. Agora é no terceiro é que a estrada se dispõe na sua frente. E eis o dilema: oferecer mais do mesmo, e agradar o público conquistado, ou tentar algo novo, arriscar a base de fãs e projetar novos caminhos.
Três anos separam Under My Skin de The Best Damn Thing, mas a distância é apenas temporal. A sensação com o primeiro single Girlfriend (veja o vídeo aqui) é que Avril Lavigne, hoje com 22 anos (e casada), pouco pensa sobre a vida além do que a garotinha com gravata e camiseta e calça jeans cortada na canela de Sk8er Boi pensava. Mas onde está a supresa? "Os fãs crescem, Avril". Alguem deveria ter dito. Ao invés disso, investiram em canções como I Can Do Better, Contagious e The Best Damn Thing (com a bateria idêntica a Hey Mickey, sucesso de Toni Basil [quem é Toni Basil?] e regravado pela Xuxa). A volatilidade de canções rápidas, objetivas (ou melhor, inúteis) fazem a cabeça das meninas que nem sequer conheceram o levante de Complicated (veja aqui) em 2002.
O sucesso do terceiro álbum de Avril é inevitável, mas a durabilidade gera duvidas. Ele se lançou promissora, consolidou seu status, mas a estrada que The Best Damn Thing encontra a sua frente parece a cada dia mais sem saída que sempre.
E eu nem vou comentar sobre a dançinha infâme do vídeo. Nem vou deixar mais que duas linhas sobre sua parceria com Max Martin, escritor de ...Baby One More Time. (Oops!)

terça-feira, maio 08, 2007

Aquele do cartaz auto-explicativo (parte I)...

[ouvindo Kanye West - Jesus Walks]
Because the devil is trying to bring me down...

E o Papa chega amanhã. Ainda dá tempo de se arrepender...
Você também é um Jesus freak?

quarta-feira, maio 02, 2007

Aquele dos atrativos opostos...

[ouvindo Jennifer Lopez - Walking On Sunshine]
Catch my tears with a kiss...

A imagem só fala mais alto que palavras quando estão separados. O exercicio do discurso anti-Britney Spears que Justin Timberlake se propõe no clipe de What Goes Around...Comes Around ganha justificativa pessoal e artistica quando a canção entra no background. A semelhança com Cry Me A River (veja aqui) é latente. Mesmo assim, JT afirma que o novo hit nada fala sobre ele mesmo, que está solteiro de novo, agora, sem Cameron Diaz.

Mesmo assim, a metafora cai como uma luva. Britney já passa longe de quem ela já foi. Justin também. A diferença são caminhos vetorialmente opostos. Muito além do apice e do fundo do poço, Spears e Timberlake representam percepções bicromáticas da realidade do showbizz. O mundo multicolorido de Britney hoje tange camadas opacas de cinza e Justin caminha para a glória efemera do pop. Ah, e qualquer semelhança ao ver o video não passa de uma mera coincidencia.