Aquele do susto ante ao poder
[ouvindo Daft Punk - Television]
Television rules the nation...
Vem aí mais um novo mito emergente campeão de audiência! E não é hipocrisia assumir que Diego Alemão é mais uma nova cara da TV. Fabricado pela mídia, ganhou um milhão e já é sucesso num passe de mágica.
Imagine o que você sentiu quando viu o esperado beijo de Siri e Alemão ao vivo, em cores, sem cortes e embalado pela trilha carregada de sentido de Amor Perfeito do Babado Novo. Agora multiplique, modestamente, por 10. Adicione aí uma falta desconcertante de opções de aquisição cultural além da Vênus Platinada e pronto: você está sentindo (ou imaginando) o que um favelado sentiu, ou o que sua mãe que só fez até a 5ª série sentiu ou até o que um coração bastante solitário e desprovido de esperança sentiu.
E a tevê sempre foi a fabrica de sonhos. Mesmo sendo 'empurrado' para o Big Brother Brasil 7, Diego Alemão construiu seu objetivo pela alavanca que o programa poderia proporcionar. E impulsionar. E agora alcançar.
Se os sonhos vendem, as mensagens são mais bem decodificadas quanto mais os mitos encarnarem o espírito dos desejos da mente humana. E hoje, Diego Alemão e sua construção proporcionada pela edição eficaz e desconcertante configuram o que o brasileiro enxerga e almeja como mito. E a televisão é a indústria dessa produção dos mitos, da sua criação e da sua perpetuação, espelhando e moldando os comportamentos, as atitudes e os estilos de vida.
Afinal, se os Deuses tinham o panteão, aos brasileiros nós damos a Globo.
Imagine o que você sentiu quando viu o esperado beijo de Siri e Alemão ao vivo, em cores, sem cortes e embalado pela trilha carregada de sentido de Amor Perfeito do Babado Novo. Agora multiplique, modestamente, por 10. Adicione aí uma falta desconcertante de opções de aquisição cultural além da Vênus Platinada e pronto: você está sentindo (ou imaginando) o que um favelado sentiu, ou o que sua mãe que só fez até a 5ª série sentiu ou até o que um coração bastante solitário e desprovido de esperança sentiu.E a tevê sempre foi a fabrica de sonhos. Mesmo sendo 'empurrado' para o Big Brother Brasil 7, Diego Alemão construiu seu objetivo pela alavanca que o programa poderia proporcionar. E impulsionar. E agora alcançar.

Se os sonhos vendem, as mensagens são mais bem decodificadas quanto mais os mitos encarnarem o espírito dos desejos da mente humana. E hoje, Diego Alemão e sua construção proporcionada pela edição eficaz e desconcertante configuram o que o brasileiro enxerga e almeja como mito. E a televisão é a indústria dessa produção dos mitos, da sua criação e da sua perpetuação, espelhando e moldando os comportamentos, as atitudes e os estilos de vida.
Afinal, se os Deuses tinham o panteão, aos brasileiros nós damos a Globo.

5 Comments:
Saciaram a minha vontade: o beijo e a sua crônica. Ufa! Vou dormir em paz!
Love you!
Quê isso Gabriel, foi lindo pô.
Coisas fabricadas são ótimas.
Que inquietude.
BBB não é pra isso, oras.
Adorei ver o beijo dos dois vc quer saber, o público queria isso e assim a Globo faturou mais uns pontos no IBOPE dando a possibilidade de surgir um big btother brasil 8,9,10,11,12etc.
Gabriel,
Desejo feliz Páscoa e muitas bençãos a vc!
Big Beijos
exato!!! e me senti até mal quando dei escândalo ao ver o tal beijo.
só discordo com uma coisa: não há perpetuação. a tv mostra esses "acontecimentos fantásticos" como se fosse o novo Jesus Cristo ou algo assim. Daqui meses... puf! cadê? quem?
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