Aquele da simbologia filmíca...
"How they're sitting in front of the light..."
Boas intenções em filmes de denuncia nunca tem respaldo de alguma justificativa. Abrindo mão dessa premissa, o filme Diamante de Sangue (Blood Diamond, 2006, EUA) se permite abrir
mão de recursos que possam beirar a pieguice para relatar como disputas territoriais e dinheiro exercem desproporcionais efeitos em nações desestruturadas como a Serra Leoa.
Leonardo DiCaprio assume o calejado mercenário Danny Archer em caminhos tortuosos de negociação de diamantes tanto com o governo leonense, as milícias revolucionarias quanto os cartéis de jóias do primeiro mundo. Suas conexões e desencontros de valores durante o filme encontram equivalentes desvios na jornalista norte-americana Maddy Bouen (interpretada por Jennifer Conelly), que passeia livremente entre o engajamento de qualquer causa e a ambição jornalística pelo furo de reportagem.
E mesmo sob a propensão de ser visto como um filme-denúncia, Diamante de Sangue funciona muito melhor como um thriller de ação que faz uso de uma causa série, porém improvável de solução. Até porque se houvesse tal possibilidade, faltaria ao filme justificativa para colaborar com isso.

2 Comments:
Pelo menos o Scorcese faturou o Oscar de melhor diretor, as Léo não levou ainda de melhor ator.. tsc tsc.
Big Beijos
não vi o filme, mas o que vi sobre ele até agora não me inspira confiança, um filme que não fede nem cheira, pode até ter boas intenções e tudo o mais, mas me parece meio distante demais de qualquer realidade...
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