Segunda-feira, Outubro 29, 2007

Aquele da exposição (des)necessária...

[ouvindo Melanie C - Love To You]
And there's nothing on TV...


As habilidades desenvolvidas numa carreira pop dificilmente são esquecidas. São habilidades porque não passam de competências inteligentemente direcionadas para atingir um resultado: grudar na sua cabeça.
Uma boa batida, viciante de preferência e um vocal construido para apelar aos ouvidos mais rabugentos compõe a receita que emergiu Britney Spears ao estrelado e promete tirá-la do limbo agora. O primeiro single de Blackout (5º disco de Spears), Gimme More, é desafiador e isso não se deve nem um pouco ao início em que ela já avisa: "It's Britney, bitch" [veja o clipe aqui]. Quem aparece nessa faixa é possivelmente a mesma Britney que saiu de cena há cerca de 2 ou 3 anos. Desinibida e revestida por um beat louco produzido por Nate Danja, protegido de Timbaland, a canção sustenta respeito e pode quem sabe trazer mais atenção para o que Britney sempre soube (ou aprendeu) fazer bem: hits. [Clique na foto e tenha um gostinho do novo álbum.]
E para terminas, o single é desafiador mesmo porque proclama Britney como lendária e supõe que estamos surpresos com tanta gradiosidade pop.
Começo a duvidar que ela esteja errada.

Domingo, Outubro 28, 2007

Aquele das boas notícias...

[ouvindo N Sync - Girlfriend]
Are you sure that it's real?

A última vez que a gente se sente com 14 anos é com 14 anos. Certo? Errado. Durante pouco mais de 3 minutos, as Spice Girls conseguem recriar situações, sensações e preciosas expectativas que quem foi fã do grupo já havia deixado para trás depois de completar 20 anos. Esse não é um texto biográfico. Não propriamente dito.
O 1º single que marca o retorno das Spice Girls se chama Headlines (Friendship Never Ends) e é uma balada [ouça aqui] nos moldes que somente as diferentes habilidades reunidas no melhor grupo pop dos anos 90 poderia (re)criar. Lançando um olhar açucarado e, nem por isso, menos verdadeiro de toda a história que envolveu o grupo que nasceu, cresceu e acabou em menos de metade de uma década, a música compila as expectativas que os fãs insistiam em manter vivas.
"Vamos fazer as notícias serem verdadeiras dessa vez", cantam as garotas (mulheres, agora.), apontando para a reunião mais esperada do showbizz. Mais esperada até do que qualquer uma delas poderia ter esperado também. E é disso que são feitas as melhores baladas pop: uma boa história, um bom drama e uma canção de fundo que eleva o coração de todo mundo.

Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Aquele da colagem correta...

Ficou animado com Stronger de Kanye West e sua futuristica visão nipô-hiphop do Daft Punk? Esqueça tudo isso. Veja o novo vídeo para I Got From My Mama do viciante Will.i.AM remixado com a fabulosa Around The World do Daft Punk.

Aquele dos dias que passam...

Mais rapido que a velocidade da luz eu vou correndo. Tentando me lembrar onde tudo começou. Eu devia me esforça em reduzir a velocidade por que tudo o que eu faço é correr com tudo, apressar tudo. Devo fazer isso porque não sei bem se conheço o caminho que estou percorrendo: eu só me atento ao que já passou por mim. Do que isso me serviu? Muito pouco além da sobrevicência.
Já gastei muito tempo procurando por algo que nunca vou encontrar. Concentrar-se para não me perder de vista no meio de todo caos é um trabalho arduo. E ele só é desempenhado bem porque confio em quem vale a pena. Já passei peloe stágio em que me questionei se era forte o suficiente mas agora me empenho em alcançar projecoes do que me aguarda na proxima esquina lá na frente. Até porque cá estou eu, ainda de pé. E isso não deve mudar.
Apesar de praticar todo dia, as palavras que eu planejava dizer sempre se esvaem. E o que você faz quando alguém que você acredita não faz idéia (ou parece não fazer) de como você se decepcionou? Você se agarra a sua verdade e afirma que vai sobreviver? Ou sai esbravejando que isso não é certo? Ou melhor, você continua a mesma pessoa em vão enquanto tudo vai diminuindo até acabar? Já escolhi por onde vou. E acordei. Sete dias e ainda é dificil demais. Sete dias e eu ainda estou aqui. Sete dias e eu ainda continuo sóbrio.

Domingo, Setembro 23, 2007

Aquele do criatividade incessante...

[ouvindo Yellowcard - Lights and Sounds]
"Stop, turn, take a look around..."

Veja aqui o 44º clipe do 3º cd da Nelly Furtado, Do It. É a 93º colaboração da cantora com Timbaland. E Parece que ele se replicoud essa vez. Descubra aqui.

Aquele do trabalho (in)acabado...

[ouvindo Fall Out Boy - Don't You Know Who I Think I Am]
"A penny for your thoughts..."

"Eu só não gosto de ter minhas coisas não-terminadas na rede." Madonna nunca se mostrou bem radical em relação a internet e seus danos para a pré-produção de seus albuns. E esse último mês foi um período para se pesar o porquê dessa tranquilidade.
O primeiro gosto oficialmente audível do mais novo cd da tia vazou inteiro uma semana após seu aniversário de 49 anos. A web transpirava Madonna e suas inusitadas parcerias com os gurus do hip hop. Num arquivo de ótima qualidade, a faixa The Beat Goes On [tá aqui] apresenta uma Madonna despojada e ainda conta com a parceria de Pharrell Williams. Marcado por uma melodia simples e diverstida de violão, The Beat Goes On promove o encontro da batida sacana presente nos primódios da Madonna nos anos 80 e o beat arrastado que Pharrell já emprestou desde Britney Spears [aqui] a Justin Timberlake [aqui] (e esse espaço é maior do que se imagina). E nos quase 4 minutos que se seguem aparece o que é preciso: boa letra, um refrão chiclete e uma voz deliciosamente imposta por que nunca deixou de surpreender o dono do blog.
Agora, ela sabia? Ela sempre sabe? Faz alguam diferença? Meu conselho? Vai ouvir a música. E ouça Candy Shop tambem.

Domingo, Agosto 12, 2007

Aquele das lembranças futuras...

[ouvindo Garbage - Special]
I thought you should know...


É bem provavel que uma cançao sirva de ilustração para um (bom?) momento da sua vida. É possivel que essa mesma cançao não signifique muito daqui um (pouco) tempo. O importante é que a intensidade do sentimento que você vai atribuir independe da música. Ela só precisa ser boa.

Kelly Clarkson - My December: Em função da polêmica gerada antes do seu lançamento, o terceiro album da vencedora-simbolo do American Idol conseguiu capitalizar a atenção mais em volta da dona das composições do que na música. Mesmo sem nenhum hit digno de Because of You [veja, de novo!, aqui], o novo disco de Clarkson prova qualidade e a independência melódica que ela se propõe emoldura o momento sombrio que ela julga sentir. Ouça Sober, Yeah e How I Feel.

Marjorie Estiano - Flores, Amores e Blablablá: Junte Rita Lee, Beatles e uma boa dose de pop bem refinado. Adiciona o padrão de Qualidade "atriz global" e você tem Flores, Amores e Blablablá, o segundo disco de Marjorie Estiano. São poucas cantoras nacionais que sustentam suas próprias canções e Estiano pode um dia chegar lá. Faixas como Espirais e Ponto de Partida dão liberdade vocal para Marjorie começar a construir uma boa carreira. E pode esquecer a conexção com a Globo e a dificuldade para compor. Ela é melhor que isso.

The White Stripes - Icky Thump: Eu nao entendo The White Stripes. Gosto muito de Get Behind Me Satan. Nao sei ainda se Jack é irmão ou amante da Meg, apesar dele ser casado agora. Vou voltar um dia com mais coisas para dizer sobre eles do que simplesmente sugerir que você ouça Icky Thump [veja o clipe aqui], Rag and Bone e Prickly Thorn, But Sweetly Worn. Enquanto isso, se delicie com o ecletismo, o flamenco, Ennio Morricone e tudo que o tão aguardado novo disco do The White Stripes oferece.

PS: Ah, quer ter os cds também? É só clicar em cada foto!